IEA Polo São Carlos amplia Pesquisa com dois novos Grupos

  

No dia 23 de fevereiro, quarta-feira, aconteceu o encontro para recepção dos novos grupos de estudos e pesquisa no Instituto de Estudos Avançados Polo São Carlos.

Após breve apresentação sobre a história e  funcionamento do IEA, o pesquisador Luiz Eduardo Anelli, coordenador do Grupo de Estudos  USP nas Escolas explicou sobre o funcionamento do projeto e quais as expectativas de sua atuação no IEA.

O grupo, que conta com a presença de escritoras, artistas e editoras, possui experiência na produção de livros infantojuvenis para divulgação científica.  Anelli, que é paleontólogo  e docente do Instituto de Geociência (IG-USP), atua também na divulgação científica focada em dinossauros. Faz isso por meio de livros, exposições e visita a escolas.

O objetivo do projeto atual é selecionar descobertas científicas relevantes da Universidade, em diferentes áreas do conhecimento, e traduzi-las, juntamente com a biografia dos pesquisadores responsáveis, para a linguagem infantojuvenil. Estes livros terão como temas iniciais:  clima, ética, cidadania,  meio-ambiente e biodiversidade. A autoria ou co-autoria será de docentes da USP.

Posteriormente, haverá oficinas para a formação dos professores da educação básica. O objetivo é que cada um deles se torne também divulgador científico e amplie o interesse pela leitura nos estudantes do ensino fundamental.

O grupo parte do pressuposto de que a  inclusão de narrativas e personagens reais (cientistas) na literatura científica aumenta o interesse do público jovem pela ciência e, assim, amplia suas perspectivas de vida.

Em seguida, a pesquisadora Amanda Saba Ruggiero, professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU-USP) e uma das coordenadoras do Grupo de Pesquisa Cidade que Educa apresentou seu projeto.

O grupo atua na cidade de São Carlos desde 2021 e organizou-se por meio de uma ampla parceria entre pesquisadores da USP e da UFSCar, comunidades de bairro, representantes do legislativo, estudantes, escolas públicas, grupos e moradores locais. Inicialmente sua atuação ocorria no bairro Vila São José. Atualmente expandiu-se para o bairro Cidade Aracy.

Desse modo, o objetivo geral do grupo é analisar e compreender as práticas socioespaciais desenvolvidas nas comunidades urbanas, suas relações e possibilidades de transformação dos territórios, com produção conjunta do conhecimento. De modo específico, pretende investigar dinâmicas sociais e territoriais; identificar percepções, experiências, saberes e demandas sociais; propor ações cocriadas com produção conjunta do conhecimento e avaliar o impacto das ações.

Segundo Ruggiero, a principal razão para desenvolver este projeto no IEA é a possibilidade de criar um espaço de reflexão crítica que conduza estudos avançados nas temáticas relacionadas ao projeto.

Após a apresentação dos novos grupos, os coordenadores dos grupos que já atuam no instituto (GEAS, GECEI e ACT>) compartilharam suas experiências de atuação no IEA nos últimos anos.

Ficou claro para todos que o IEA Polo São Carlos se consolida como um lugar para se pensar e ajudar a transformar a educação pública. Dessa forma, a Universidade, cada dia mais, se expande para além de seus muros e mostra o quanto exerce de sua função social.